A Crise na China irá Aprofundar a Crise Econômica no Brasil?

livre-se das dívidas e realize seus sonhosMuitos já estavam acompanhando a crise na China e os efeitos que poderia causar para aprofundar a crise econômica no Brasil e no mundo.

Por isso, é importante entender a influência da China no cenário internacional e por que uma crise neste país tem o poder para gerar uma crise econômica mundial.

Segundo dados da Embaixada da China em Angola: a China alcançará 1.400.000.000 de habitantes em 2015. Para conter o crescimento exagerado da população, a política implantada da década de 70, das famílias terem somente 1 filho conseguiu reduzir o crescimento populacional.

Mas por que tantos afirmam que uma crise na china poderia ter impacto de abalar o mundo e ocasionar uma crise econômica mundial? Somente por que possui a primeira posição em termos da maior população em âmbito mundial?

Então, por essa lógica uma crise na Índia, que é a segunda posição em termos populacionais, poderia impactar em uma crise econômica mundial?

Para entender um pouco mais sobre o assunto é necessário conhecer o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Os 5 primeiros países no ranking em termos de produção interna bruta, são: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

O Brasil encontra-se em 7º lugar e a Índia em 10º lugar. Vale lembrar que em 2014, o PIB da China ultrapassou o PIB dos EUA que até então tinha a primeira posição.

Somente relembrando que a crise de 2008 nos EUA resultou em uma crise sem grandes proporções no Brasil.

Então, uma crise na China poderia impactar no Brasil? Sim é claro, mas a questão é: qual a proporção que uma crise na China poderia impactar em nosso país?

crise na china

A crise na China irá aprofundar a crise econômica no Brasil?

Hoje não podemos avaliar a extensão de uma crise na China no Brasil somente avaliando em termos do PIB desse país, pois é necessário avaliar inúmeros outros fatores e dentre eles qual o nível de relações internacionais que o Brasil tem com a China?

Sabe-se que desde 2009 a China superou os Estados Unidos e se tornou o principal parceiro comercial do Brasil, por isso já conseguimos avaliar alguns dos possíveis impactos que uma crise nesse país poderia ocasionar uma crise econômica no Brasil.

A queda de 8,5% na Bolsa de Xangai na China esta semana, gerou pânico no mercado financeiro mundial com a expectativa de uma crise semelhante a crise de 2008. Foi o pior momento da Bolsa de Xangai desde 2007. No Brasil, a Bovespa chegou ao pior patamar nos últimos 6 anos.

A economia da China preocupa vários países, pois devido ao baixo custo de mão-de-obra consegue produzir muito e com preços mais baratos e, por isso, exportando para inúmeros países.

Não somente isso, pois também é uma grande importadora de minérios e outros itens da produção brasileira, por isso, os sinais de desaquecimento que já ocorrem há alguns anos é a grande preocupação da presidente hoje.

Isso por que há grandes possibilidades que a crise no Brasil se acentue ainda mais com a crise na China.

No início de Agosto, a China desvalorizou sua moeda, depois de mais de 2 anos com câmbio fixo. Uma desvalorização da moeda é ótimo para o país que exporta, mas ao mesmo tempo encarece as importações desse mesmo país. Mas o que ocorre na prática com a desvalorização?

Os empresários importam máquinas, equipamentos, matéria-prima e de repente os valores sobem, então eles repassam este aumento para os preços finais. Aumento dos preços finais gera aumento da inflação.

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Um dos primeiros sinais que qualquer um que não entende de economia pode observar em nosso país, foi o aumento de preços nos supermercados e da prestação de serviços.

Isso acionou para muitos, onde nesse período não ocorreu aumentos de salários na mesma proporção, o entendimento de uma possível desaceleração econômica. Fato esse que muitos puderam comprovar com o aumento do nível de demissões no país.

O fato é que mesmo assim muitos analistas dizem que na realidade a crise é mais política do que econômica no país hoje. Isso pode ser avaliado também no aspecto internacional com a avaliação de risco pelas agências de crédito internacionais.

Penso que hoje o brasileiro tem que ser criativo para evitar o impacto da desaceleração econômica no país e isso é explicado por alguns dos mais famosos empreendedores de sucesso como Abílio Diniz e Flávio Augusto do Geração de Valor.

O que ocorre hoje e isso pode ser comprovado em estudos, é que o brasileiro com os sinais da recessão, ao invés de cortar gastos em educação, aumentou ainda mais seus gastos nesse quesito.

Isso mostra que mesmo com desaceleração do crescimento no país, a população está investindo mais em qualificação a fim de tornar seu capital intelectual cada vez mais bem remunerado no mercado e, é claro, ajudar a garantir seu posto de trabalho, ou até mesmo, para empreender com base no novo conhecimento.

Você percebeu os reflexos da crise? Pensa que a crise no país atualmente é mais política que econômica?

Está otimista ou pensa que nada irá mudar? Compartilhe sua experiência e deixe seu comentário.

Até breve!

Fonte: Imagem Pixabay.

2 Comentários

  1. Ricardo

    Incrível como suas análises estão equivocadas, considerando que você é uma jornalista. O crescimento chinês é uma farsa bem montada em cima de um regime político corrupto com ajuda da esquerda americana que chegou tarde a festa neoliberal, mas com um apetite e voracidade incríveis.
    Os níveis de produção industrial na China têm sido totalmente irrealistas e especulativos nos últimos anos com cifras absurdas, tais como de que eles consumiram cimento per capita em alguns anos equivalente a que os EE.UU levaram 100 anos. Veja o artigo de 2014 “Porque a China vai explodir…” em (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1868) do deputado americano David Stockman.
    Como um país que 30 anos atrás era muito pobre com mais de 1,5 bilhões de pessoas, saído de um regime político miserável, pode agora ser o maior centro industrial do mundo ultrapassando os EE.UU que levaram 150 anos para se tornarem o que são?
    A explicação é que tudo isso é uma fraude descomunal com investimentos colossais de americanos e europeus num esforço absurdo para criar essa farsa chamada China.
    Veja “Cidades fantasmas, a fraude do crescimento chinês” em: https://www.youtube.com/watch?v=2yL7t0j_4tQ.

    Estou me dispondo a para e gastar meu tempo em escrever esse comentário devido minha revolta de como a gravíssima crise econômica da China está sendo minimizada em prol da exacerbação de uma possível crise brasileira. A China tem uma dívida pública mais de 200% do PIB. O Brasil apenas de 55% . A crise econômica é acima de tudo chinesa, não brasileira. E você como professor não pode sair por aí engrossando o caldo da difamação que o Brasil vem sofrendo por parte desse regime americano deplorável para nos submeter a esse caótico subimperialismo chinês.
    Eles querem se instalar em Manaus para que essa cidade sirva de plataforma de lançamento das quinquilharias chinesas para toda América latina. Se perdemos a zona franca de Manaus perdemos a Amazônia pois é o único elemento que preenche o vazio econômico da região, já que o estado do Amazonas não tem agricultura de escala.
    A grave crise econômica da China vai afetar o Brasil? Claro que vai, se você for produtor de soja, os quais vêm participando dessa farra em prol da destruição da industrialização brasileira. Plantou-se essa porcaria de soja, que é apenas feijão, desde o sopé dos Andes na Argentina até quase Belém do Pará, passando por quase todos os estados do Brasil.
    O esquema é esse: cria-se uma commodity (soja ou minério) que possa ser trocada pelas quinquilharias chinesas. Assim, vai soja e minério de ferro e volta porcaria industrial da China, a qual rouba seu emprego nas indústrias. Você ganhou alguma coisa com esse boom econômico da soja? Não! O salário do professor aumentou? Não! Apenas fazendeiros ganharam com esse esquema (farra das oligarquias). E isso também aconteceu nos EE.UU, onde com o acobertamento da esquerda americana a esse esquema chinês vil destruiu-se empregos de US$40 a hora em Detroit e os trocou por outros de US$ 7 a hora nos Mcdonalds da vida.
    Professor fique esperto! Não sirva de massa de manobra para essas elites brasileiras fracassadas, batendo o bumbo para a China contra o seu país, o Brasil.
    A China sofre a explosão de uma colossal bolha de superprodução industrial e vai se adequar ao fato de é um país pobre do 3º mundo com 1,5 de pessoas e não a Inglaterra do século 19. E se a China vai se tornar uma superpotência? Isso veremos daqui a 150 anos!

    Responder

    1. Ricardo,

      Olá, tudo bem? Primeiramente, agradeço sua contribuição para enriquecer o debate!
      Não sou jornalista e sim economista e pretendo concluir meu mestrado em economia em breve se o tempo me permitir 🙂
      Minha análise não está equivocada. Quando elaborei o artigo, busco não usar muito o jargão econômico para talvez torná-lo incompreensível para muitos.
      O objetivo deste artigo foi tratar de alguns aspectos da crise da China e saber se poderia ocorrer algum impacto no Brasil. Simples assim.
      Na realidade o crescimento da China tem sido contínuo nos últimos anos e espera-se ainda crescimento este ano, mas bem menor que os anos anteriores.
      O problema que temos e infelizmente isso me deixa um pouco preocupada são os números para análise. No Brasil recentemente soubemos da famosa contabilidade criativa. Os números são maquiados e analisamos números fictícios? Tivemos o exemplo recente de muitos que “saíram” da extrema pobreza em condições assim. O mesmo se aplica com a China e talvez seja mais grave, pois o que lemos é que eles não revelam os números conforme realmente o que acontece lá. Então, se os números estão incorretos, nossa análise pode ser uma furada.
      Por isso, a ênfase no artigo em tratar da influência que uma crise na China poderia impactar nos outros países. Honestamente penso que poderá impactar sim, mas será uma questão de ter que diversificar mais a carteira de países em que o Brasil irá estreitar relações comerciais. Vamos pensar que é um dos princípios em economia: nunca colocar todos os ovos na mesma cesta 🙂 Se hoje a China é o nosso maior parceiro comercial, teremos que estreitar relações comerciais com outros países. O fato é que outros países deverão também fazer o mesmo e cairá em uma situação em que alguns analistas de mercado apontam e eu concordo é que na realidade a crise na China provocará uma reestruturação de mercado. Muitos países que possuem relações comerciais com a China deverão realizar uma reestruturação com outros países. Pelos números que podemos acompanhar hoje, o Brasil está passando por uma processo de desaceleração e o fato é que isso está impactando no aumento da taxa de desemprego (desaceleração industrial, mão-de-obra ociosa e consequentemente desemprego), mas penso que a crise é mais política que econômica. Outra vez se analisar os números das agências de classificação de risco para nosso país poderá ver que não entramos na faixa de nível de investimento de grau especulativo, como já aconteceu outras vezes, então isso significa que ainda estamos sendo bem vistos pelo mercado internacional, muito embora a Petrobrás, Eletrobrás, etc. tenham sido rebaixadas, e isso é ainda um bom sinal para nosso país.

      Abraços,

      Cristiane Gouget

      Responder

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