Como Organizar as Dívidas?

livre-se das dívidas e realize seus sonhosVocê tem dívidas e fica constantemente pensando em alternativas de como sair do sufoco? Sabe organizar as dívidas por prioridades ou simplesmente irá pagar as que possuem valores maiores? Quais os critérios que deverá considerar em sua análise?

Se você já leu os artigos anteriores, aprendeu que a partir do momento em que entra em parcelamentos, já estará na lista de pessoas endividadas, simplesmente por possuir uma dívida.

Mas a partir do momento em que deixa de pagar uma dívida, por falta de dinheiro, já será considerado como inadimplente.

Vamos imaginar que está inadimplente e quer pagar suas dívidas, mas não sabe por onde começar, por isso preste atenção em alguns cuidados que serão explicados a seguir.

Como organizar as dívidas?

como organizar as dívidas

A primeira ação a ser feita é elaborar a planilha financeira para registrar todas as despesas e receitas mensais.

Se você já estiver lançado todas as dívidas terá que primeiramente organizar por nome, data de vencimento e valores.

É comum erros como: querer pagar a dívida com valor maior, ou simplesmente pagar as dívidas sem critério algum.

Mas lembre-se que primeiramente deverá analisar quais as dívidas primordiais.

Confissão de dívida

É recomendável que sempre tente renegociar com os credores antes, a fim de conseguir alternativas melhores, isto é, dentro de suas possibilidades, para quitar ou até mesmo parcelar suas dívidas. Quando você renegociar sua dívida, a instituição financeira irá elaborar um documento de confissão de dívida onde irá citar as condições do novo empréstimo para quitar a dívida anterior.

A confissão de dívida nada mais é que uma renegociação da dívida anterior, onde reconhece o valor e aceita as novas condições de pagamento da nova dívida.

Organize as dívidas por prioridades

As dívidas devem ser pagas com prioridade, porém não são necessariamente as dívidas com taxas de juros mais altas, mas sim as relacionadas com as necessidades básicas como água, energia elétrica, gás, etc.

Se estas dívidas não forem pagas, em alguns meses poderá ter o serviço cortado e ter problemas ainda maiores. Dívidas de condomínio, por exemplo, quando em atraso pode gerar uma ação judicial e resultar no despejo do morador.

Em seguida analise as demais dívidas e veja se há alguma que comprometa algum dos seus bens, como alienação de imóvel.

Por exemplo, se estiver inadimplente no pagamento da prestação do seu imóvel e deixar de pagar a prestação por mais de 3 meses, você poderá perder seu imóvel.

Neste caso, priorize o pagamento desta dívida. Esta dica é citada pelo Reinaldo Domingos, porém muitos educadores financeiros deixam de citar, mas é de extrema importância.

Mas cuidado, não adianta nada renegociar o pagamento das suas dívidas, se não planejar corretamente e achar que tem condições de pagar o parcelamento de uma dívida e não ter dinheiro para pagar.

livre-se das dívidas e realize seus sonhos

Por isso, é fundamental analisar no seu planejamento financeiro familiar, se há condições de renegociar as dívidas e quais os valores que poderia pagar todo mês sem comprometer a família nas necessidades básicas. Normalmente é necessário que todos realizem corte nos gastos até que as dívidas sejam pagas.

A regra é ter despesas no valor máximo de 70% da receita líquida e nos 30% que restar, reservar 10% como poupança. Ou seja, utilizará no mínimo 20% do valor das receitas para pagar os parcelamentos das dívidas.

É interessante reservar parte das receitas como poupança para casos em que o credor não aceite renegociar alguma dívida em um valor que possa pagar todo mês e assim deixará para renegociar futuramente quando poderá quitar tudo de uma só vez.

Por último, se ainda tiver condições de pagar outras dívidas, busque escolher as que possuam taxas de juros mais altas como prioridade.

Normalmente são dívidas de longo prazo e neste caso, recomenda-se a escolha de outros empréstimos com taxas melhores para quitar estas dívidas. Na realidade estará trocando um empréstimo por outro, mas com taxas de juros menores.

Um exemplo bem interessante deste fato é se todo mês está entrando no cheque especial. Se isso acontece há um tempo, a tendência é que isso vire uma bola de neve, pois os juros irão reduzindo mês a mês o valor disponível de seu salário para pagar a dívida. Você já analisou quais os motivos que o levaram a ficar no cheque especial?

Já viu os juros cobrados em sua conta-corrente desde que começou a usá-lo? Neste caso, pode ser interessante a troca desta dívida pelo empréstimo consignado.

A partir do momento que entra em dívidas, o mais inteligente é se planejar para pagar na ordem correta a fim de evitar problemas mais sérios no futuro.

Nunca renegocie qualquer dívida, sem ao mesmo tempo pensar em também analisar quais os motivos que levou você a chegar nessa situação: se foi devido a algum imprevisto ou simplesmente uma “crise de consumo”, pois não adianta resolver o problema se não buscar a causa, a fim de evitar problemas como estes futuramente.

Leia: Qual a origem da inadimplência?

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Até breve!

Fonte: Imagem Pixabay.

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