O Desemprego é o Principal Vilão para o Endividamento Pessoal

livre-se das dívidas e realize seus sonhosA mídia vem apresentando há um tempo, o aumento do desemprego, a alta da inflação e a diminuição das vendas no comércio. Em recente estudo, a SERASA Experian mostrou que o principal vilão para o endividamento pessoal é o desemprego. Mas será que podemos culpar o governo ou até mesmo a sorte pela nossa infelicidade pessoal e, sendo assim, culpar o desemprego imprevisto pelo aumento de nossas dívidas?

Claro que podemos dizer que a culpa pelo desemprego é a atual crise que assola o país e certamente este poderá ser um dos fatores mais importantes, mas também outro fator não menos importante é a queda do poder aquisitivo da população, onde segundo O Globo somente no início deste ano temos um aumento em salários inferior a inflação.

O Desemprego é o Principal Vilão para o Endividamento Pessoal

Segundo dados de pesquisa recente da SERASA Experian aponta-se que 26% das pessoas entrevistadas justificam o desemprego como motivo central para o descontrole das finanças pessoais, sendo na região de São Paulo, este percentual ainda maior.

Mas será que podemos afirmar que o vilão neste caso é o desemprego? Se você acompanha os artigos anteriores do Guarde Dinheiro já deve ter lido que no início da atual crise no país especialistas já apontavam que todos devemos nos preocupar neste momento como prioridade em montar a reserva financeira pessoal.

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Qual a Importância da Reserva Financeira para Imprevistos?

desemprego e reserva financeira

Já há um tempo observo a inversão de valores para muitos brasileiros acerca da importância da reserva financeira para imprevistos. É comum ouvirmos que estão montando uma reserva para a compra do carro, compra da casa própria ou até mesmo outro tipo de aquisição de bens, mas quando se pergunta qual a reserva financeira que você montou para o caso de desemprego? A pessoa normalmente responde: “tenho meu FGTS” ou “receberei auxílio desemprego” ou ainda: “ah, não tem problema, pois venderei meus bens”.

Claro que considerar quaisquer desses argumentos não é algo inválido, pois realmente o FGTS é uma forma de segurança para muitos, mas você realmente calculou quanto tempo conseguirá sobreviver com seu FGTS em caso de desemprego? Muitos se perdem neste cálculo e logo nos primeiros meses de desemprego entram em situação de endividamento.

Isso porque ouvimos dos mais antigos que devemos guardar 30% do que ganhamos. Mas muitos nunca se perguntaram: mas para fazer exatamente o quê com esse dinheiro? Se você realizar esta pergunta as pessoas mais próximas provavelmente dirão: “ah para você ter seu imóvel próprio!”

O que você acha? Qual o primeiro objetivo ao se montar a reserva financeira? Muitos certamente responderão o mesmo: o objetivo principal é comprar algum bem.

Por que especialistas apontam que em momentos de crise no país, se deve priorizar a importância da reserva financeira?

A reserva financeira não deve ser considerada unicamente como justificativa para o acúmulo de bens, mas deve ser analisada como prioridade acumular uma quantia para períodos de desemprego.

Não há necessidade em se montar reservas financeiras diferentes para finalidades diferentes e isso é uma decisão individual, mas o que deve ser priorizado é a sua capacidade de se manter em uma situação de desemprego. Para ficar mais claro: a reserva financeira deve ser formada por uma quantia que mantenha sua família em uma situação de no mínimo 12 meses de desemprego. Então, vamos supor que as despesas familiares hoje (depois de organizadas e já enxutas) é de R$ 6.000,00. Você e seu cônjuge devem ter uma reserva de no mínimo R$ 6.000,00 x 12 = R$ 72.000,00.

Isso significa que usará a reserva e necessariamente ficará desempregado? Não! Mas significa que todos estarão mais seguros, enquanto se procura outro emprego.

Então agora você pode estar se perguntando: mas e o FGTS e outros valores pagos na rescisão do contrato de trabalho, eu posso considerar nestes cálculos? Claro que sim! Mas lembre-se que deve colocar nessa quantia sempre os 12 meses de desemprego.

Mas se você não ficou desempregado e essa reserva servirá para o quê? Para alcançar sua independência financeira o quanto antes ou até mesmo para suprir a família em caso de alguma eventualidade como: doença de um familiar, etc.

Na realidade a reserva financeira é uma só, mas suas prioridades é que estarão sendo estabelecidas ao longo do tempo dependendo da quantia já acumulada e das situações que irão ocorrer.

Você se preocupa em montar a reserva financeira ou está empurrando esta preocupação para o futuro? Deixe seus comentários e se gostou compartilhe com os amigos!

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Até breve!

Fonte: Imagem Pixabay.

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