Qual a Influência do Anatocismo nas Finanças Pessoais?

livre-se das dívidas e realize seus sonhosSe você estudou as áreas de direito, economia, administração ou contabilidade, certamente já ouviu falar nessa expressão. Bom, mas se nunca ouviu falar não se preocupe.

Conhecer estas expressões não é algo fácil, mas é interessante aprendermos mais sobre o dinheiro e falar sobre este assunto é certamente ter dúvidas como: o que é anatocismo? O que são juros compostos? Capitalização dos juros?

O que é Anatocismo?

Se você já ouviu falar nesta expressão, certamente entende que o Anatocismo está associado a expressão juros sobre juros, ou seja, a capitalização dos juros. Mas como surgiu esta expressão?

O anatocismo está associado a lei de usura e ao decreto 22.626/33 onde resumidamente trata de aspectos relacionados a cobrança abusiva de juros que ponha em risco a sobrevivência do tomador do empréstimo.

Este é um assunto polêmico e causa de vários processos judiciais a cada ano e um dos motivos para se criar uma área específica no direito para defender esse e outros temas relacionados ao sistema bancário como: o direito bancário.

Por isso, é comum a discussão no âmbito judicial de casos onde um simples uso do cheque especial em que não se honrou a dívida por alguns meses, o valor do empréstimo alcançar um valor exorbitante. Neste caso, o cliente antes de efetuar o pagamento do valor cobrado, deve tentar negociar no banco um valor menor para pagamento.

O problema ocorre quando o banco se recusa a diminuir a cobrança destes juros, onde o debate muda para as vias judiciais.

O limite do cheque especial é um crédito pré-aprovado e com uma das taxas de juros mais altas. Neste caso, é comum os bancos liberar este crédito de forma a confundir os clientes, que no descontrole de suas finanças pessoais, associa este crédito ao seu próprio salário.

Mas tirando o aspecto do descontrole das finanças pessoais, você já percebeu que às vezes fica difícil de olhar o extrato e saber exatamente o que é o limite do cheque especial e o que é realmente seu dinheiro? Isso deveria estar bem claro no extrato ou no saldo do banco, mas nem sempre ocorre desta forma onde acaba-se gerando muita confusão na cabeça do cliente.

Cuidado com os Juros Compostos!

consumo e poupança

Você já ouviu falar na expressão popular: “faça o dinheiro trabalhar para você”? Já parou para pensar que os juros compostos pode ser algo muito bom quando você consegue juntar dinheiro todos os meses e realiza seus investimentos?

Neste aspecto o dinheiro está trabalhando para você e certamente só terá o trabalho de administrar seu dinheiro ou controlar quais são os melhores investimentos do momento.

Mas e o processo inverso? Os juros compostos sobre um empréstimo pode ser uma grande cilada que você estará se envolvendo, além de perder um certo tempo e dinheiro para sair dela.

Juros Compostos nas Compras Parceladas

O que você acha de comprar o máximo que puder à vista? Essa ideia é inconcebível para algumas pessoas, mas aos poucos mais e mais pessoas procuram juntar dinheiro para evitar o pagamento de juros abusivos.

Na economia falamos em consumo presente x consumo futuro. Um exemplo prático do uso destas duas expressões é quando você reserva todos os meses uma parte do seu salário para realizar algum tipo de investimento. Neste caso, você estará postergando um consumo presente em razão de um consumo futuro, ou seja, uma qualidade de vida maior no futuro.

Do contrário, quando você resolve adiantar seu consumo futuro, ou seja, comprar algo parcelado, ou realizar qualquer tipo de consumo, que não tenha dinheiro para pagar à vista, você estará realizando o processo inverso e prejudicando seu consumo futuro através do pagamento de juros. Na realidade funciona da seguinte forma: você não possui o dinheiro para comprar à vista e por isso solicita “um empréstimo” de um valor futuro para consumir no presente.

Por que é sempre interessante evitar comprar algo parcelado ou até mesmo evitar pegar empréstimos?

Exemplo: Vamos supor que você decidiu comprar um celular no valor de R$ 1.500,00 mas o aparelho é ultramoderno e você não tem dinheiro para comprar à vista, então avalia duas possibilidades: comprar parcelado com uma taxa de 3% a.m em 12 meses ou juntar o dinheiro para comprar à vista.

Se você realizar o cálculo dará uma prestação de R$ 150,69 por mês nos próximos 12 meses. No final dos 12 meses, você terá pago o valor de R$ 1.808,32. Cuidado porque se você acompanha os artigos anteriores do Guarde Dinheiro, não podemos de forma alguma fazer este cálculo: prestações x número de meses, pois é um cálculo incorreto devido a outros aspectos que não estamos relacionando e torna o cálculo uma estimativa como: inflação do período, etc.

Mas vamos supor que você decida juntar R$ 150,69 todos os meses (novamente desconsiderando os aspectos dos juros do dinheiro aplicado, se no caso, você aplicar este valor na poupança) em menos de 10 meses, você já terá atingido o valor necessário para comprar este celular à vista e ainda por cima deixou de pagar juros pelo empréstimo que você pegou com o banco ou no parcelamento com o lojista.

Ainda por cima, você pode ganhar ainda mais… Lembre-se que você juntou dinheiro durante esse tempo e agora você é proprietário de uma quantia que poderá negociar com o lojista! Então, por que não pedir um desconto para o pagamento à vista? Lembra que conversamos de fazer o dinheiro trabalhar para você?

Então, procure sempre realizar consumo consciente, ou seja, pergunte-se se isso que está desejando comprar, se é algo que realmente precisa neste momento, ou se poderá aguardar um pouco mais. Posso assegurar que em ocasiões, as pessoas podem esperar um pouco mais.

Você tem hábito de comprar o que precisa à vista? Deixe seus comentários e se gostou compartilhe!

Até breve!

Fonte: Imagem Pixabay.

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