Tesouro Direto ou Poupança?


como investir no tesouro diretoÉ muito comum receber questionamentos acerca do melhor tipo de investimento para os mais conservadores: “tesouro direto ou poupança?” Por isso, é interessante que conheça os aspectos positivos e negativos de cada opção para avaliar bem antes da tomada de qualquer decisão.

Tesouro Direto ou Poupança?

Caderneta de Poupança

A caderneta de poupança, ou somente poupança, já existe desde 1861 através de Dom Pedro II e ainda hoje é a aplicação mais popular em investimentos. Muito embora os brasileiros, em sua maioria, ainda optem por este tipo de investimento, desde o início de 2015, as retiradas em poupança tem sido maiores que os depósitos.

Alguns analistas atribuem este fato a queda do poder aquisitivo do brasileiro, pois encontra-se mais endividado e para evitar o pagamento de juros mais altos no cheque especial ou no cartão de crédito, optam cada vez mais pelos saques na poupança. Uma parcela menor destes saques tratam-se de pessoas que estão optando por outros tipos de investimentos mais rentáveis como o Tesouro Direto.

Rendimento da Poupança

De acordo com o BACEN, o rendimento da poupança se baseia em duas parcelas:

“I – a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial – TR, e

  II – a remuneração adicional, correspondente a:

  a) 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; ou

  b) 70% da meta da taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a 8,5%.”

Você também poderá consultar a calculadora do cidadão para simular a rentabilidade.

Imposto de Renda sobre Poupança

A caderneta de poupança é isenta de Imposto de Renda, embora tenha que ser declarada quando a quantia guardada for superior a R$ 300.000,00. Leia na íntegra no documento da própria Receita Federal. Convém lembrar que o menor de idade ou o residente também se enquadram nas regras de isenção.

Vantagens e Desvantagens da Poupança

Há algumas vantagens como isenção de IR, isenção de IOF e de taxas bancárias. Outra vantagem é o fundo garantidor de crédito que assegura até o valor de R$ 250.000,00 caso a instituição financeira quebre. Por último, em geral, os bancos não cobram valor mínimo para abrir ou manter a poupança, mas verifique antes com a sua instituição financeira, se também atuam desta forma.

Dentre as desvantagens é hoje o rendimento com rentabilidade mais baixa do mercado. Lembre-se que embora a liquidez seja diária, este aspecto se trata somente na questão de poder depositar e retirar o dinheiro a qualquer tempo, pois é necessário esperar 30 dias para obter a rentabilidade do dinheiro guardado.

Tesouro Direto

Há um artigo no Guarde Dinheiro onde abordo alguns aspectos do Tesouro Direto.

Vantagens e Desvantagens do Tesouro Direto


A principal vantagem do tesouro direto é a rentabilidade superior a poupança. Outra vantagem é que antigamente a recompra dos títulos pelo Tesouro Nacional poderia somente ser realizada nas quartas-feiras e hoje ampliou para segunda-feira a sexta-feira.

Há algumas desvantagens onde, por exemplo, não há garantia de crédito como na poupança. A justificativa para este argumento desfavorável é que o risco de existir calote nos títulos da dívida pública são mínimos e antes de isso acontecer certamente alguns bancos já estarão quebrados.

Mas lembre-se que sempre que há rentabilidade mais alta, o risco é maior também. Por isso, a rentabilidade é maior. Mas com isso quero dizer que é uma péssima opção de investimento? Não! O importante é que tome suas decisões conhecendo os riscos que envolve este investimento.

Um artigo no Dinheirama é claro ao citar que: “há títulos do Tesouro que também são arriscados e que podem, inclusive, apresentar variações negativas no curto prazo.” Onde abordam como exemplos as antigas LTNs e NTNs (hoje Tesouro Prefixado) onde os riscos são mais altos.

Outra desvantagem é que há valor mínimo de investimento que hoje é de 1% do valor do título, desde que represente o valor mínimo de R$ 30,00 estabelecido nas regras do Tesouro Nacional.

Com a queda do grau de investimento recente concedida pela S&P muitos perguntam o que será dos investimentos em Tesouro Direto. Na realidade já existem vários artigos disponíveis na web sobre este assunto, mas o Brasil já esteve antes em grau especulativo e muitos ainda continuaram a investir no Tesouro Direto.

Segundo Andre Moraes, o Brasil até que tenha no mínimo 2 classificações em nível de grau especulativo, ainda permanece com o Grau de Investimento. O problema é que praticamente podemos entender que as demais agências de crédito irão se posicionar da mesma forma que a S&P e por isso a tendência é que realmente estejamos enquadrados em Grau Especulativo.

Isso significa que o investidor estrangeiro irá exigir uma rentabilidade maior para investir em nosso país, devido ao risco ser maior e por isso, calcula-se que ocorrerá novamente um aumento da taxa de juros básica da Economia. Com isso, aumento da inflação e obviamente uma queda do poder aquisitivo ainda maior da população.

A grande questão é que a poupança para quem é avesso a risco pode ser uma boa opção, mas lembre-se que é muito provável que tenha uma rentabilidade líquida negativa e neste caso não me parece ser uma escolha muito sensata. Mas o Tesouro Direto envolve mais riscos e é claro uma rentabilidade maior e também há possibilidade de ter uma rentabilidade líquida negativa, caso escolha o título errado. Por isso, ambos possuem o lado bom e ruim, mas opte sempre por estudar dentro de suas possibilidades qual a melhor opção.

O Tesouro Direto hoje ainda é a melhor opção, desde que saiba escolher os melhores títulos para investir.

Até breve!

Fonte: Imagem Pixabay.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − cinco =